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Capítulo 4: Novos amigos



(POV Lílian)
A noite havia sido longa. Pouco depois de Katherine aparecer, Elena veio a pensão procurando por Stefan. Ela tinha ouvido sobre a morte de Zack e veio confortar o namorado. Stefan a levou pra dar uma volta, já que seria um grande choque pra ela ver sua “cópia” ali, sentada na sala da pensão. Ele insistiu para que eu fosse com eles, mas algo me dizia que eu não deveria, apesar de não gostar do Damon, sentia que ele ira precisar de mim.
Damon estava completamente maravilhado com a presença de sua ex, não conseguia para de olhá-la, tentando capturar cada movimento dela, como um homem apaixonado. Katherine por outro lado, não dava muito atenção a ele, ficava o tempo todo olhando para porta, esperando por Sefan. Resolvi ir para a cozinha quando percebi que estava sobrando ali, de lá conseguia ouvir toda a conversa deles.
- Katherine, estou tão feliz que esteja de volta! Pensei que você estivesse morta, passei muito tempo procurando por você. – Damon falava com um ar todo apaixonado.
- Obviamente você não procurou bem, meu querido. – Katherine realmente não dava a mínima para os sentimentos dele. Aquela piranha, o que ela pensava? Ele ali todo meloso e ela só lhe dando cortadas. A vontade que eu tinha era de petrificá-la e depois quebrá-la em pedacinhos! Sei que o Damon não é a bondade em pessoa, mas ele não merecia aquilo.
- Tem algo lhe preocupando? – Perguntou Damon.
- Onde foi o Stefan? – Perguntou ela, ansiosa.
- Saiu com a nova namorada dele. – Damon respondeu sem muita emoção.
- Nova namorada? – Katherine parecia enfurecida.
- É, ele anda todo saltitante ultimamente.
- Quem ele pensa que é para estar com outra?
- Não se preocupe, eu estou aqui inteirinho para você. Agora nós poderemos ficar juntos só nós dois. – Damon disse isso e a abraçou. Em um movimento rápido, ela se desvencilhou dele e o jogou no chão.
Damon estava confuso:
- O que aconteceu Katherine? Porque você está me tratando assim?
- Damon meu querido, você é realmente muito ingênuo não? – Ela disse isso com um sorriso maligno – Você achava mesmo que eu te amava? Você pra mim era apenas um brinquedinho, um passatempo! Para mim só existia o Stefan, sempre foi e sempre vai ser o Stefan!
Quando ela disse aquilo eu senti a dor dele, um aperto no coração horrível, não conseguia suportar aquilo. Não sei o que estava acontecendo comigo. Eu não gostei do Damon desde o momento que o vi, mas agora parecia que a dor dele era a minha dor. Saquei minha varinha e fui para a sala.
Damon estava no chão com um olhar de indignação. Sua dor era tão grande que ele não conseguira nem ao menos levantar. Ao perceber minha entrada, Katherine voltou-se para mim e num impulso apontei a varinha para ela, sem proferir nenhum feitiço, pois não consegui pensar em nenhum no momento. Mas a visão da varinha a repeliu. Ela parou e ficou me olhando com choque.
- Uma bruxa... O que você quer? – Ela indagou. Apesar de ela tentar disfarçar, consegui ver medo em seus olhos.
- Quero que você vá embora, agora! E se possível nunca mais volte! Deixe o Damon em paz. – Eu não esperava aquela reação dela, e falei o que veio na minha cabeça.
- Eu não estou nem aí pro Damon! Quero ver o Stefan. Vou embora mesmo, quando ele voltar, você pode dizer que eu quero falar com ele – Disse ela, com um sorriso de deboche.
Assim que Katherine saiu da pensão, baixei minha varinha e fui ao encontro de Damon, Ele me olhava com fúria.
- Damon, eu sinto muito. – Não sabia o que dizer a ele, então falei o que estava sentido. – Já passei por algo parecido, sei bem o que você está sentindo. – Realmente já tive meu coração quebrado algumas vezes, mas aquele não era bem o motivo de saber exatamente pelo que ele estava passando. Eu realmente sentira sua dor.
- Você não sabe de nada! Saia da minha frente, suma daqui! – Ele estava transtornado.
- Não. Não vou deixá-lo só. – Não sei por que estava fazendo aquilo, mas eu sabia que não podia nem queria deixá-lo só.
Ele avançou sobre mim, me derrubando, mas eu resisti e lancei-lhe um feitiço. Ficamos naquela briga por um bom tempo, depois, quando ele caiu no chão percebi que ele havia se rendido e chorava. Nunca imaginei ver o Damon, aquele vampiro forte e destemido, que estava sempre pronto a arrancar o pescoço de quem se metesse no seu caminho naquele estado. Sentei ao seu lado no chão e o abracei. Ele não demonstrou resistência e pouco tempo depois estava me abraçando de volta. Quando menos percebi, estava chorando junto com ele.



O enterro do Zack havia sido bem simples. Só estavam presentes eu, os irmãos Salvatore e a Elena. Damon agia como se tudo que acontecera na outra noite fosse apenas um terrível pesadelo. Era como se ele tivesse o mesmo de antes da aparição de Katherine. Pelo menos era o que ele demonstrava aos outros, porque comigo ele havia mudado, eu sabia disso. Era como se em mim ele visse um ombro amigo, e eu me sentia feliz por isso. Algo em mim se alegrava de poder ser agora alguém importante na vida daquele vampiro marrento.

Depois do enterro do Zack, fomos ao velório do prefeito Lockwood. Ao chegarmos à casa, o seu filho, Tyler Lockwood que estudava em minha sala na MHS, estava à porta recebendo as pessoas junto com sua mãe. Eu costumava achar o Tyler um típico atleta norte-americano, desses que a gente vê em filmes, bonito, boa pinta e que se acham o último copo de cerveja amanteigada do universo. Mas hoje ele não tinha aquele brilho galanteador de sempre, hoje ele estava triste e devastado, bem parecido com o Damon da noite passada e me deu uma vontade imensa de consolá-lo. Mas o que será que estava acontecendo comigo? De repente eu sentia necessidade de consolar todos os “bad boys” de coração partido do mundo! Controlei esse meu instinto consolador e apenas o cumprimentei.
 A casa dos Lockwood era linda e enorme. Parece que toda a cidade estava ali dentro. No pouco tempo que estava em Mystic Falls, não pude conhecer todos os habitantes da cidade, mas havia gravado a fisionomia da maioria, porém um rosto desconhecido me chamou a atenção. Era um homem bonito e forte que agora estava conversando com Tyler. Ele tinha um ar misterioso ou talvez fosse só impressão minha devido aos recentes acontecimentos. Percebi que ele e Tyler caminhavam em minha direção agora, fiquei preocupada se eles teriam percebido que eu estava os encarando.
- Olá! Meu nome é Mason Lockwood, sou o tio de Tyler. – Disse o homem misterioso pegando minha mão e beijando-a. – Tyler me falou um bocado de você.
Nessa hora percebi que Tyler havia ruborizado ao lado do tio, e para disfarçar havia virado uma dose de Bourbon que o garçom trazia em uma bandeja.
- De mim? Espero que tenha falado bem... – Não sei bem, mas acredito que também fiquei um pouco vermelha com aquela abordagem. Ao olhá-lo de perto, percebi que havia algo diferente em seu olhar e de repente senti um arrepio.
Damon apareceu atrás de mim e falou que nós precisávamos ir agora, então me despedi de um Tyler visivelmente envergonhado e de seu misterioso tio.

Capítulo 3: A maldição



Lílian puxou seu malão que levara durante os sete últimos anos para Hogwarts e começou a retirar livros e mais livros de dentro dele.
- O que está acontecendo? Qual o problema com o sobrenome Petrova? – Indagou Damon.
- Tem que estar aqui! Não pode ser, é muita coincidência! – murmurava Lílian, absorta em sua procura.
- Chega! – interveio Damon, fechando o baú – O que você está procurando?
- Um livro de História da Magia. Não é bem um livro, encontrei-o na biblioteca de Hogwarts. Achei que eram lendas, mas li sobre as cópias lá e citava a família Petrova da Bulgária. – Disse Lílian abrindo o baú novamente e retomando a procura.
- E o que dizia nesse livro? Falava alguma coisa sobre a maldição? – Perguntou Stefan.
- Acredito que sim, não lembro muito bem, mas se for o que eu acho que é, Stefan, Elena pode estar correndo perigo. – Disse a bruxa olhando para Stefan.
Quando voltou a sua atenção para os livros, percebeu no fundo do baú o livro que vira na biblioteca e que pouco tempo atrás seu pai havia lhe dado. Bateu-lhe uma nostalgia ao lembrar de seu pai. Ele era um dos maiores responsáveis por aquele baú lotado de livros que ela carregava para onde fosse. Desde pequena, o senhor Harry Potter adorava presentear sua filha com um livro diferente a cada data especial, aquele fora um presente de natal.
O livro era relativamente fino, possuía uma capa dura avermelhada e tinha aspecto de novo como a maioria dos livros de Lílian. Ao abrir o livro ela encontrou rapidamente a página que desejava. Ao ler os primeiros parágrafos, ela percebeu que não estava errada, realmente Elena corria grande perigo.
- Então, é esse o livro, o que diz? – Perguntou Damon, franzindo o cenho.
- É sim e as notícias não são boas. As doppelgängers Petrova protegem a maldição do Sol e da Lua. – Disse Lílian, ainda lendo.
- A maldição dos vampiros e lobisomens? – Indagou Stefan.
- Essa mesma.
- E por que Elena corre perigo? – Damon cruzou os braços.
- Porque durante minhas aulas de Defesa Contra as Artes da Trevas eu ouvi falar dessa maldição e tem gente tentando quebrá-la. – Respondeu Lílian.
- Quem? – Perguntaram s irmão Salvatore em uníssono.
- Vampiros e lobisomens.
- E? Ainda não entendi o perigo que a Elena corre. – Disse Stefan, confuso.
- Para se quebrar a maldição Elena teria que morrer. – Respondeu Lílian olhando para os irmãos espantados.

Naquela tarde, Lílian ficou em seu quarto lendo e relendo o livro, tentando encontrar mais informações. Quando os últimos raios de sol manchavam o céu, a campainha da pensão tocou. Lílian que depois de tanta leitura havia adormecido, acordou assustada com o barulho e resolveu descer para ver o que estava acontecendo. Ao chegar ao pé da escada percebeu que Damon estava na sala acompanhado de uma mulher de cabelos loiros e curtos que, pela conversa, deveria ser a xerife da cidade. Lílian não conseguia ouvi-los muito bem então resolveu voltar ao seu quarto e pegar uma Orelha Extensível, invenção de seus tios Fred e Jorge. Quando voltou-se para subir a escada deparou-se com Stefan logo atrás dela.
Ele agarrou seu braço e a impedia de subir, quando ela tentou reclamar ele pediu silêncio e apontou para a própria orelha, tentando sinalizar a ela que estava escutando o que seu irmão e a xerife estavam conversando na sala. Pouco tempo depois a xerife se retirou e foi acompanhada por Damon até a porta. Assim que a porta se fechou, Stefan largou o braço de Lílian, correu em direção ao irmão e o pressionou contra a parede.
- O que você fez? – indagou Stefan, segurando o colarinho de Damon.
- Eu não fiz nada! – Disse Damon se desvencilhando do irmão e agora pressionando-o contra a parede.
- Damon eu não sou idiota! Primeiro a garota na festa da escola, agora o Zack e o prefeito. Isso não foi ataque de animal pelo que a xerife falou, ela disse que tinha plena certeza de que eram vampiros! Você matou o Zack? Como pode? – Disse Stefan, chocado.
Lílian que continuava ao pé da escada, aproximou-se ao ouvir o nome de Zack e ameaçou Damon:
- Solte o Stefan agora! – Disse apontando a varinha em sua direção.
Damon soltou o irmão, mas continuou a afirmar que não havia matado o tio.
- Admito que me diverti bastante com a garota, mas não sei de nada sobre o Zack e o prefeito! Não matei nenhum dos dois!
- Damon chega de joguinhos! – Falou Stefan irritado.
- Já disse que não fui eu! – Retrucou o Damon com os olhos cheios de fúria.
- Se não foi você nem o Stefan, isso significa que tem mais um vampiro em Mystic Falls.
No momento que Lílian disse aquilo, a porta da frente se abriu e um vulto passou correndo em direção à escada, estava prestes a subir, mas Damon foi mais rápido e o derrubou no chão. Todos na sala ficaram abismados com o que viam, mas Damon parecia feliz, saiu de cima da visitante e ajudou-a a levantar.
Ele a olhava com espanto e admiração, imaginava algum dia reencontrá-la, mas não dessa forma. Não pode conter sua alegria.
- Katherine!

Capítulo 2: Doppelgänger

 


- Olá! – Disse Damon encostado à porta.
                Stefan imediatamente apareceu ao lado do irmão olhando-o com fúria.
- Oi Elena. Não sabia que você vinha.
- Vim só devolver o seu livro que deixou comigo. – Respondeu Elena, dividindo seu olhar entre os dois irmãos.
- Então você é a famosa Elena de quem tanto meu irmão fala! É um prazer. – Damon segurou a mão de Elena e a beijou.
                Lílian observava a cena de onde estava, paralisada com a rapidez dos acontecimentos. Elena entrou na sala, cumprimentou-a e dado o desconforto apresentado por Stefan por estar na presença do irmão, sugeriu que fossem caminhar. Assim que os dois saíram deixando Lílian sozinha com o mais velho dos irmãos Salvatore, ele dirigiu-se a Lílian e retomou o interrogatório.
- Por que Mystic Falls? Por que você escolheu logo aqui? – indagou ele, encarando-a.
- Não teve nenhum motivo especial que me levou a vir parar aqui. Só estava tentando passar despercebida em meio aos trouxas.
- Parece que não deu muito certo...
- É, as coisas não deram muito certo para nós dois afinal, duvido que seu plano fosse ser descoberto por uma bruxa.
- Você acha que tenho medo de você? – Perguntou Damon em meio a uma risada sarcástica.
- Eu acho que deveria. Vampiros não deveriam se meter com bruxos. – Retrucou Lílian.
- Eu aconselharia você a ir embora da cidade enquanto eu ainda não te machuquei.- Damon olhou bem nos olhos dela.
- Já disse que não tenho medo de você. Gosto da cidade e não vou sair daqui fugida, não vou desistir do meu sonho porque um vampiro idiota não consegue lidar com o fato de ter uma bruxa por perto. – Afirmou Lílian, sem relutar.
- Esta bem, se você quer ficar está por sua conta, depois não diga que não avisei. – Disse Damon, afastando-se.
- E você? Quais são seus planos em Mystic Falls?
- Prometi uma vida de sofrimento ao meu irmão, só estou tentando cumprir a promessa. – Damon respondeu com um meio sorriso.
- Ontem a noite ouvi você falar que a Elena tinha atraído o Stefan a vir pra cidade... Por que você disse isso? – Lílian quis saber.
- Uma hora você saberá. – Damon respondeu e seguiu para a escada.
                Antes que ele respondesse, Lílian percebeu uma nuvem negra em seus olhos, como se ele estivesse lembrando-se de um momento triste. Ela não quis perguntar mais nada já que o vampiro havia lhe respondido tudo sem partir para a agressão; resolveu ficar ali envolta em seus pensamentos. Parece que não adiantava: quanto mais ela fugia do sobrenatural, mas ele a seguia. Subiu para seu quarto, lembrando-se do exercício de história que o professor Alaric havia passado, quando passou pelo quarto de Stefan notou a porta aberta e resolveu entrar.
                 O quarto possuía um enorme armário de madeira que, com suas portas abertas, podia-se perceber uma quantidade significativa de cadernos. Lílian aproximou-se do que estava sobre a mesinha de cabeceira da cama, abriu-o e percebeu que era um diário, folheou-o e algo caiu em seu colo. Quando olhou a foto não conseguiu acreditar no que via.
                Stefan estava agora à porta do quarto e percebendo a presença da garota correu até ela e reconheceu o que ela tinha agora em mãos e olhava tão apavorada.
- Eu posso explicar – Disse Stefan, aflito.
- Stefan, você sabe o que essa foto significa? A semelhança entre essa Katherine e a Elena? – Lílian estava realmente horrorizada. Tinha ouvido falar daquilo em uma aula de História da Magia, mas seu professor havia dito que era uma ocorrência muito rara, muitos acreditavam ser só uma lenda. Não podia acreditar que tivesse encontrado um caso desses.
- Como assim? Do que você está falando? Não é o que você está pensando! Eu admito que a semelhança com Katherine me atraiu para Elena, mas eu realmente a amo! – Stefan estava desesperado para explicar tudo para Lílian, mas ela parecia realmente chocada.
- Não é isso que me preocupa, Stefan. Você já ouviu falar em doppelgängers?
- Doppelgängers?
- Sim! A história diz que elas raramente aparecem, geralmente são usadas para quebrar feitiços e maldições. São duas pessoas totalmente idênticas com diferença de séculos de uma pra outra.
- Você está querendo dizer que Elena é uma doppelgänger de Katherine? – Stefan estava confuso.
- Você tem outra explicação para tal semelhança? Stefan, as cópias vem de uma mesma família que foi amaldiçoada, elas devem ser parentes. – Quando Lílian disse aquilo, Stefan parou um pouco.
- Quando conheci Elena fiquei impressionado com a semelhança com Katherine e descobri que ela é adotada, mas não sabe. – Disse ele.
-Nós precisamos descobrir que tipo de maldição o sangue dessa família está guardando. Você sabe o sobrenome da Katherine? – Indagou Lílian.
Nesta hora, Stefan e Damon, que acabara de aparecer à porta, responderam ao mesmo tempo:
- Pierce.
- Petrova.
- Petrova? – Espantou-se Lílian. – Damon, você tem certeza?
- Depois que ela morreu pesquisei um pouco sobre suas origens. Descobri que ela veio da Bulgária. – Disse Damon, se aproximando.
- Petrova? Bulgária? Não pode ser! – Exclamou Lílian. Ela saiu correndo para seu quarto e foi seguida pelos irmãos Salvatore.

Relacionamentos

Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim. Como tudo na vida.   Detesto quando escuto aquela conversa: - Ah, terminei o namoro... - Nossa, estavam juntos há tanto tempo... - Cinco anos.... que pena... acabou... - é... não deu certo...   Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou. E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.   Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam. Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro? E não temos essa coisa completa.   Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível. Tudo junto, não vamos encontrar.   Perceba qual o aspecto mais importante para você e invista nele. Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.   E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona... Acho que o beijo é importante... e se o beijo bate... se joga... se não bate... mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.   Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer.   Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar... ou não.   Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto.   Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?   O legal é alguém que está com você, só por você. E vice-versa. Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós.   Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.   Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?   Gostar dói. Muitas vezes você vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração... Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo.   E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse... A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.   Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.   Na vida e no amor, não temos garantias. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar. Nem todo beijo é para romancear. E nem todo sexo bom é para descartar... ou se apaixonar... ou se culpar...   Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ????   


Arnaldo Jabor

Capítulo 1: A descoberta

Decidi escrever uma Fanfic misturando minhas duas maiores paixões: Harry Potter e Vampire Diaries. Espero que vocês gostem! Vou postar aqui capítulo por capítulo, não sei com que freqüência.... Enjoy it!



                Lílian Potter acordou no meio da noite depois de um sonho perturbado e desceu até a cozinha da pensão dos Salvatore para beber um pouco de água. Claro que ela poderia simplesmente usar seus poderes para conjurar um copo d’água, mas ela havia decidido não usar magia em sua nova vida. Lílian vinha de um mundo diferente daquele. Era uma bruxa que acabara de concluir seus estudos na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, mas resolvera deixar as facilidades do mundo bruxo para se aventurar numa vida nova em meio aos trouxas.
                Perdida em seus pensamentos, ela ouviu um barulho vindo do andar de cima, parecia que alguém havia quebrado uma janela. Assustada, chamou por Stefan, sobrinho do dono da pensão, Zack Salvatore que estava visitando o tio, mas não obteve resposta. Olhou pela janela da sala e viu dois vultos do lado de fora da casa. Mesmo sem usá-la, Lílian carregava sua varinha para onde fosse, sacou-a então do bolso de seu casaco e seguiu para a porta de entrada.
                Ao chegar ao pátio se deparou com dois homens brigando. Um deles ela reconheceu como sendo Stefan e o segundo nunca tinha visto antes, ele tinha os olhos vermelhos como fogo e presas brotavam de sua boca. Lílian não podia acreditar no que via, impossível! Um deles em meio aos trouxas? Nesse exato momento os dois se voltaram para ela.
- Stefan, vejo que não foi só a Elena que o atraiu de volta a Mystic Falls... Qual o seu nome, belezinha? – disse o estranho.
- Damon, afaste-se dela! – Stefan gritou, pondo-se entre os dois.
- Ah, qual é o problema irmãozinho. Só quero brincar um pouco.
- Irmão? – Disse Lílian assustada – Vocês são irmãos? Stefan então você também é...
-Também é o quê? – retrucaram rapidamente os dois rapazes.
Neste momento Lílian hesitou; se dissesse que sabia do segredo dos dois, comprometeria seu segredo e a vida normal que esperava ter naquela cidade, mas o que dizer? Resolveu, então, contar a verdade.
-Você também é um vampiro.
- Como você sabe sobre vampiros? Quem é você? – perguntou Damon.
- O que está acontecendo aqui? – Perguntou Zack q havia aparecido à porta – Damon?
Damon não deu muita atenção para a entrada do tio, continuou com os olhos cravados naquela estranha que sabia sobre o seu segredo. O que ela sabia sobre vampiros? Será que estava perseguindo ele e Stefan até Mystic Falls?
- Lílian está muito frio aqui fora, por favor, entre. Preciso ter uma conversa com meus sobrinhos.
- Claro Sr. Salvatore, já estava indo mesmo. – Lílian havia sido salva naquele momento. Não tinha medo de Damon, ele parecia ser perigoso, mas ela era mais forte, apesar dele não saber disso.
Enquanto caminhava até a porta. Damon se colocou a sua frente impedindo a sua passagem, mas foi prontamente retirado por Stefan:
- Damon, depois falamos sobre isso. – Disse o irmão.
- Tudo bem. Não pretendo ir embora tão cedo, teremos muito tempo pra conversar sobre isso... – Mesmo intrigado, Damon deixou a moça ir, depois falaria com ela.
                Lílian mal conseguiu dormir aquela noite e quando os primeiros raios de sol entraram pela janela de seu quarto já estava de pé, pronta para ir à escola. Na noite anterior o pessoal da Mystic High School havia promovido uma festa em uma cabana na floresta e lá havia ocorrido um ataque de animal à uma estudante que havia morrido na hora. Pelo menos é o que todos estavam comentando quando ela chegou na sala de aula, mas Lílian sabia muito bem que não havia sido um animal a atacar a aluna.
                Quando entrou na sala se deparou com Stefan conversando com uma garota de cabelos longos e castanhos, a quem todos chamavam de Elena. Lembrou-se imediatamente do que Damon havia dito noite passada sobre Elena ser o motivo do irmão ter ido para a cidade. Será que ele planejava fazer algum mal à moça? Não acreditava que Stefan fosse assim, pelo pouco que conhecia dele ele era um cara normal. Talvez estivesse ali com o mesmo objetivo dela, ter uma vida normal apesar da sua condição. Resolveu parar de pensar nisso, o professor havia acabado de chegar à sala. Era aula de história, uma das mais preferidas de Lílian, mesmo durante o tempo que passou em Hogwarts, ela gostava de ler sobre a história dos trouxas e ficava fascinada. O professor Alaric era um tipo misterioso, bonito e e tinha um sorriso encantador, mas carregava consigo um peso muito grande que as vezes deixava transparecer em seu rosto. A aula tinha sido sobre Guerra Civil e o Stefan parecia ter vivido na época porque respondia a todas as perguntas.
                No final da aula, Lílian seguiu para casa e, chegando lá, encontrou os dois irmãos Salvatore sentados um em cada canto da sala esperando por ela.
- Finalmente você chegou. Agora vamos terminar a nossa conversinha de ontem. – Levantou-se Damon.
- Muito bem, o que vocês querem saber? – Suspirou Lílian.
- Quem é você, de onde você veio, o que faz aqui em Mystic Falls e como sabe sobre vampiros? – Indagou Damon aproximando-se cada vez mais dela.
Lílian hesitou por um momento, mas resolveu falar.
- Meu nome é Lílian Potter, sou uma bruxa descendente de Merlim e filha de Harry Potter. Vim para Mystic Falls depois de concluir meus estudos na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts porque decidi viver entre os não-bruxos. E como eu sei sobre vampiros, bem, eu convivi minha vida toda em meio a seres sobrenaturais, tenho plena certeza que são raros aqueles dos quais ainda não ouvi falar.
- Bruxa? Filha de Harry Potter? Você acha que somos idiotas para acreditar nessa história? Não existe nenhum Harry Potter, isso é só uma história para criancinhas bobas! – Exclamou Damon, perdendo a paciência – Fale a verdade ou não hesitarei em quebrar esse seu lindo pescocinho!
- Harry Potter não é só uma história, ele existe de verdade e ele é o meu pai! E não ouse encostar um dedo em mim ou sofrerá as conseqüências! – Exclamou Lílian, apavorada.
Neste instante Damon precipitou-se sobre ela, mas ela foi mais rápida que ele. Puxou a varinha e lançou-lhe um feitiço.
- Impedimenta!
Damon caiu do outro lado da sala com um baque surdo. Levantou-se e olhou para ela com fúria,mas antes que ele pudesse fazer qualquer movimento a campainha da porta tocou. Stefan, que durante todo esse tempo estivera estupefato olhando de um para o outro, levantou-se e foi atender, mas Damon foi mais rápido e chegou antes à porta.
- Boa tarde! Eu gostaria de falar com o Stefan, ele está? – Perguntou Elena.