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Capítulo 4: Novos amigos



(POV Lílian)
A noite havia sido longa. Pouco depois de Katherine aparecer, Elena veio a pensão procurando por Stefan. Ela tinha ouvido sobre a morte de Zack e veio confortar o namorado. Stefan a levou pra dar uma volta, já que seria um grande choque pra ela ver sua “cópia” ali, sentada na sala da pensão. Ele insistiu para que eu fosse com eles, mas algo me dizia que eu não deveria, apesar de não gostar do Damon, sentia que ele ira precisar de mim.
Damon estava completamente maravilhado com a presença de sua ex, não conseguia para de olhá-la, tentando capturar cada movimento dela, como um homem apaixonado. Katherine por outro lado, não dava muito atenção a ele, ficava o tempo todo olhando para porta, esperando por Sefan. Resolvi ir para a cozinha quando percebi que estava sobrando ali, de lá conseguia ouvir toda a conversa deles.
- Katherine, estou tão feliz que esteja de volta! Pensei que você estivesse morta, passei muito tempo procurando por você. – Damon falava com um ar todo apaixonado.
- Obviamente você não procurou bem, meu querido. – Katherine realmente não dava a mínima para os sentimentos dele. Aquela piranha, o que ela pensava? Ele ali todo meloso e ela só lhe dando cortadas. A vontade que eu tinha era de petrificá-la e depois quebrá-la em pedacinhos! Sei que o Damon não é a bondade em pessoa, mas ele não merecia aquilo.
- Tem algo lhe preocupando? – Perguntou Damon.
- Onde foi o Stefan? – Perguntou ela, ansiosa.
- Saiu com a nova namorada dele. – Damon respondeu sem muita emoção.
- Nova namorada? – Katherine parecia enfurecida.
- É, ele anda todo saltitante ultimamente.
- Quem ele pensa que é para estar com outra?
- Não se preocupe, eu estou aqui inteirinho para você. Agora nós poderemos ficar juntos só nós dois. – Damon disse isso e a abraçou. Em um movimento rápido, ela se desvencilhou dele e o jogou no chão.
Damon estava confuso:
- O que aconteceu Katherine? Porque você está me tratando assim?
- Damon meu querido, você é realmente muito ingênuo não? – Ela disse isso com um sorriso maligno – Você achava mesmo que eu te amava? Você pra mim era apenas um brinquedinho, um passatempo! Para mim só existia o Stefan, sempre foi e sempre vai ser o Stefan!
Quando ela disse aquilo eu senti a dor dele, um aperto no coração horrível, não conseguia suportar aquilo. Não sei o que estava acontecendo comigo. Eu não gostei do Damon desde o momento que o vi, mas agora parecia que a dor dele era a minha dor. Saquei minha varinha e fui para a sala.
Damon estava no chão com um olhar de indignação. Sua dor era tão grande que ele não conseguira nem ao menos levantar. Ao perceber minha entrada, Katherine voltou-se para mim e num impulso apontei a varinha para ela, sem proferir nenhum feitiço, pois não consegui pensar em nenhum no momento. Mas a visão da varinha a repeliu. Ela parou e ficou me olhando com choque.
- Uma bruxa... O que você quer? – Ela indagou. Apesar de ela tentar disfarçar, consegui ver medo em seus olhos.
- Quero que você vá embora, agora! E se possível nunca mais volte! Deixe o Damon em paz. – Eu não esperava aquela reação dela, e falei o que veio na minha cabeça.
- Eu não estou nem aí pro Damon! Quero ver o Stefan. Vou embora mesmo, quando ele voltar, você pode dizer que eu quero falar com ele – Disse ela, com um sorriso de deboche.
Assim que Katherine saiu da pensão, baixei minha varinha e fui ao encontro de Damon, Ele me olhava com fúria.
- Damon, eu sinto muito. – Não sabia o que dizer a ele, então falei o que estava sentido. – Já passei por algo parecido, sei bem o que você está sentindo. – Realmente já tive meu coração quebrado algumas vezes, mas aquele não era bem o motivo de saber exatamente pelo que ele estava passando. Eu realmente sentira sua dor.
- Você não sabe de nada! Saia da minha frente, suma daqui! – Ele estava transtornado.
- Não. Não vou deixá-lo só. – Não sei por que estava fazendo aquilo, mas eu sabia que não podia nem queria deixá-lo só.
Ele avançou sobre mim, me derrubando, mas eu resisti e lancei-lhe um feitiço. Ficamos naquela briga por um bom tempo, depois, quando ele caiu no chão percebi que ele havia se rendido e chorava. Nunca imaginei ver o Damon, aquele vampiro forte e destemido, que estava sempre pronto a arrancar o pescoço de quem se metesse no seu caminho naquele estado. Sentei ao seu lado no chão e o abracei. Ele não demonstrou resistência e pouco tempo depois estava me abraçando de volta. Quando menos percebi, estava chorando junto com ele.



O enterro do Zack havia sido bem simples. Só estavam presentes eu, os irmãos Salvatore e a Elena. Damon agia como se tudo que acontecera na outra noite fosse apenas um terrível pesadelo. Era como se ele tivesse o mesmo de antes da aparição de Katherine. Pelo menos era o que ele demonstrava aos outros, porque comigo ele havia mudado, eu sabia disso. Era como se em mim ele visse um ombro amigo, e eu me sentia feliz por isso. Algo em mim se alegrava de poder ser agora alguém importante na vida daquele vampiro marrento.

Depois do enterro do Zack, fomos ao velório do prefeito Lockwood. Ao chegarmos à casa, o seu filho, Tyler Lockwood que estudava em minha sala na MHS, estava à porta recebendo as pessoas junto com sua mãe. Eu costumava achar o Tyler um típico atleta norte-americano, desses que a gente vê em filmes, bonito, boa pinta e que se acham o último copo de cerveja amanteigada do universo. Mas hoje ele não tinha aquele brilho galanteador de sempre, hoje ele estava triste e devastado, bem parecido com o Damon da noite passada e me deu uma vontade imensa de consolá-lo. Mas o que será que estava acontecendo comigo? De repente eu sentia necessidade de consolar todos os “bad boys” de coração partido do mundo! Controlei esse meu instinto consolador e apenas o cumprimentei.
 A casa dos Lockwood era linda e enorme. Parece que toda a cidade estava ali dentro. No pouco tempo que estava em Mystic Falls, não pude conhecer todos os habitantes da cidade, mas havia gravado a fisionomia da maioria, porém um rosto desconhecido me chamou a atenção. Era um homem bonito e forte que agora estava conversando com Tyler. Ele tinha um ar misterioso ou talvez fosse só impressão minha devido aos recentes acontecimentos. Percebi que ele e Tyler caminhavam em minha direção agora, fiquei preocupada se eles teriam percebido que eu estava os encarando.
- Olá! Meu nome é Mason Lockwood, sou o tio de Tyler. – Disse o homem misterioso pegando minha mão e beijando-a. – Tyler me falou um bocado de você.
Nessa hora percebi que Tyler havia ruborizado ao lado do tio, e para disfarçar havia virado uma dose de Bourbon que o garçom trazia em uma bandeja.
- De mim? Espero que tenha falado bem... – Não sei bem, mas acredito que também fiquei um pouco vermelha com aquela abordagem. Ao olhá-lo de perto, percebi que havia algo diferente em seu olhar e de repente senti um arrepio.
Damon apareceu atrás de mim e falou que nós precisávamos ir agora, então me despedi de um Tyler visivelmente envergonhado e de seu misterioso tio.

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