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Alguém como você

Não contei cada segundo, minuto, hora ou dia desde que te conheci, mas sei que foram poucos. Tenho que buscar fundo na memória seu rosto, sua voz, seu jeito, tão longo é o tempo desde que nos vimos pela última vez. Me arrependo, hoje, por não ter aproveitado mais nossos encontros, por não ter olhado pra você por mais tempo. Talvez se o tivesse, lembrasse mais vividamente o arrepio que sentia cada vez que seus negros olhos encontravam os meus. Por timidez, burrice e estupidez me reservei a desviar o olhar durante nossas esparsas conversas, tentando evitar que pudesse ver em meus olhos o que tanto tentei esconder de todas as outras pessoas, tentando evitar  que os outros vissem em meu sorriso ao te olhar o que meu coração gritava a cada forte pulsar em meu peito.
Tentei esquecer, fingir que nada estava acontecendo, mas acontece que a cada conversa fui percebendo o quanto temos em comum, o quanto somos parecidos. Isso me assusta, não é que eu te ame, sei que amor não surge assim, mas estou gostando de você de uma forma como não consegui gostar de ninguém.
Te encontrei onde nunca pensei encontrar. Te conheci e percebi que nunca conheci alguém como você.

Anna Grant.
17/03/2013

Trace suas próprias metas

Viver com base em expectativas não é saudável, especialmente quando elas não são suas. Sonhar não é problema, desde que seja seu este sonho. Quando penso nisso me vem logo à mente aquela velha frase: "A vida é sua, faça dela o que bem entender". Todo mundo já ouviu isso um dia, mas ela nem sempre é de todo verdade. 
Quando nascemos, nossos pais depositam em nós suas expectativas, sonham com o nosso futuro e projetam isso em nós de tal forma que passamos a sonhar junto com eles, em ressonância. À medida em que crescemos e amadurecemos, passamos a ter nossos próprios ideais e metas, desvinculamo-nos aos poucos do que era considerado objetivo anteriormente. O grande problema é quando não conseguimos fazer isso; quando os ideais paternos encontram-se tão arraigados que, mesmo acreditando não ser esse o nosso desejo, acabamos por viver de acordo com os sonhos e expectativa dos outros por mero comodismo, para satisfazer aos outros e não a nós mesmos.
Não dá. Simplesmente não dá. A vida já é suficientemente complicada para abdicarmos das alegrias que ela proporciona em favor da felicidade alheia. Sonhe o seu sonho, tenha as suas expectativas, trace as suas metas, porque no final o arrependimento será seu. Você não é obrigado a dividir sua vida com ninguém além de consigo mesmo. Não faça o ato de se olhar no espelho maçante por enxergar do outro lado alguém completamente diferente do que você queria ser. Deixe que as suas falhas em conquistar o que deseja sejam reflexos de momentos que fogem ao seu controle e não por escolhas movidas pela satisfação alheia. Seja você, mas antes de tudo saiba quem você é.
E reforço: o conhecer a si mesmo caminha lado a lado com o saber o que se quer. Sempre que estiver a frente de uma decisão importante, não pare e pense "O que Fulano pensaria disso?", mas "É isso mesmo que eu quero?". E como saber o que se quer se nem ao menos se sabe quem é ou quem se quer ser?  

Whenever I See Your Face

A time apart
Is all I need
To heal my heart
To learn how to breathe
Again

I had it once
And thought I was fine
But you suddenly came back
And twisted my life

When I think everything is okay
That I can live without your stupid jokes
And silly faces
You come back

You have me drowning in your brow eyes
Lost in your sweet smile
It's a desire
Feeling that I can't explain
All I know is it increases
Whenever I see your face

Always wore my heart on my sleeve
And lost it so many times
I stopped keeping score

When I finally promised
No more broken heart
You took ir away
And returned into pieces

Anna Grant
(13/05/2014)

House of Wolves


Capítulo 10


“Quê?! Você andou bebendo wolfsbane? Eu não vou morar com você!” Estávamos na sala enquanto os demais discutiam na cozinha, ainda sobre a minha saída de Beacon Hills. “Annie, o seu pai disse que é perigoso você ficar aqui...” “Derek, mesmo que eu vá para a sua casa, ainda estarei em Beacon e ainda será muito fácil me pegarem.” “Não tão fácil assim. Annie, a casa onde eu moro é a mesma casa onde toda a minha família foi alvo de um massacre.” Eu tentava seguir o raciocínio dele, em vão. “E?!” “E isso a transforma numa espécie de solo sagrado. É como se os espíritos dos mortos ali protegessem a casa. Seja quem ou o que for esse louco que perseguiu a sua mãe, ele não pode competir com um solo sagrado.” Enquanto Derek falava, meu pai estava encostado na porta da cozinha nos observando e acompanhando a conversa. Me sobressaltei quando ele interveio. “Sei onde o senhor está querendo chegar, mas sou completamente contra essa ideia!”
Derek parece não ter percebido a presença dele ali e levantou-se rapidamente do sofá “Se o senhor sabe do que estou falando, deve saber que minha casa é o lugar mais seguro que pode achar para que ela fique.” “Não preciso de um solo sagrado para protegê-la. Ele está vindo para cá e não posso arriscar deixando-a aqui.” “Então, vai arriscar a fazendo fugir até que tenha o destino da mãe?” Derek e Ethan estavam frente a frente agora e pude perceber que as garras do meu amigo já lhe rasgavam a palma das mãos em punho fechado. “Chega! Parem de discutir sobre a minha vida enquanto eu estou aqui bem na sua frente. Será que ninguém vai perguntar o que eu quero?”
O dois se voltaram para mim enquanto eu falava. “Agradeço a sua preocupação, Ethan, mesmo que um tanto atrasada, mas eu não vou deixar Beacon Hills. Se a mansão dos Hale é o lugar mais seguro para mim, é para lá que eu vou.” Depois de discutir-se o assunto noite adentro, ficou decidido que logo cedo pela manhã eu me mudaria para a casa de Derek. Não estava muito animada com aquela situação, afinal eu sabia que morar com o Derek não seria muito agradável, mas eu não queria sair daquela cidade. Desde que descobrira sobre o meu segredo nunca havia me sentido tão em casa como ali. Agora eu tinha amigos, o Scott, o Stiles, a Nick, tá, e o Derek também. Mas eu também tinha o Rudolph que estava cada vez mais próximo.
Na manhã seguinte organizei todas as minhas coisas e desci as escadas. Encontrei o Derek e o Ethan cada um em uma extremidade da sala, sem trocar uma palavra. Quando me viram, os dois me ajudaram com as malas, era clara a insatisfação do meu pai com aquela situação e eu até que estava gostando disso. Ao chegar à casa dos Hale, Derek abriu a porta e não pude acreditar no que via. A casa por fora parecia completamente destruída, mas por dentro era quase um palácio. “Eu sei, você estava esperando móveis destroçados e paredes com mancha de fuligem. Desapontada?” Derek perguntou ao perceber o meu espanto. “Uau! Você que concertou tudo?” “Sim.” Ele falou meio sem jeito ao notar minha admiração. “Mas por que deixou tudo do mesmo jeito lá fora?” “O visual externo evita intrusos.” Rimos do comentário dele e subimos para colocar minhas coisas no quarto.

Derek havia separado um quarto para mim que, se é que era possível, ainda estava mais elegante do que a sala. A cama era de dossel bronze e possuía desenhos de folhas secas. Desenhos esses que também decoravam a penteadeira, o guarda-roupa e a singela lareira que ficava no canto esquerdo do quarto. Os raios de sol entravam tímidos por entre as brechas da cortina lilás que cobria a janela e que tinha os mesmos desenhos da colcha que cobria a cama: folhas secas amareladas. Entrar naquele quarto era como entrar em uma floresta em pleno outono e me deixou sem palavras. “Espero que você goste. Reparei pela decoração do seu quarto que você gosta de lilás, então...” ele começou a falar deixando minhas malas ao pé da cama, mas eu o interrompi “Está tudo lindo, Derek. Obrigada.” Me voltei para ele e percebi que me encarava. Eu não havia reparado antes, mas seus olhos eram de um castanho profundo e inebriante, meu coração acelerou e eu bruscamente desviei o olhar. Toda a beleza daquele quarto estava me deixando boba, era só isso.

The Wanted: Nathan is BACK!



Sempre quis escrever aqui no blog algo que fosse além dos meus textos e das fics, mas ficava sempre adiando. Hoje tenho mais do que um bom motivo para falar dessa banda que é a minha paixão mais avassaladora: The Wanted.
Formada por cinco caras lindos, loucos e gostosos, a The Wanted é uma boy band inglesa que conquistou seu país de origem, inicialmente, com o seu primeiro single "All Time Low" e conquistou o mundo com o hit "Glad You Came", figurinha carimbada nas festas.
No início deste ano, durante as gravações do seu reality show "The Wanted Life" e a produção do novo álbum, Max, Tom, Siva e Jay tomaram o maior susto quando o caçula da banda, Nathan (o Baby Nath) começou a sentir dificuldades em relação à sua voz e foi diagnosticado com um nódulo nas cordas vocais tendo que se submeter a uma cirurgia que poderia o impossibilitar de voltar aos palcos.
As Prisoners (como são conhecidas as fãs da banda) ficaram, assim como os garotos e o próprio Nath, muito apreensivas com a notícia e mandavam constantemente mensagens de apoio ao cantor e seus companheiros, mas algumas pessoas idiotas (sempre tem dessas) não acreditavam na total recuperação do amado Nath.





Hoje, depois de passar mais de dois meses afastado dos compromissos da banda e contra todas as expectativas dos "haters", Nathan voltou aos palcos em apresentação no Summertime Ball da rádio Capital FM na Inglaterra. Voltou, provando que não importa as dificuldades que enfrentamos na vida, podemos sim levantar mais uma vez e prosseguir. Vendo as fotos dele reunido com os demais integrantes da banda não pude deixar de chorar e me emocionar. 
Nathan sempre foi o meu preferido (que os outros não me escutem rsrsrs), e com certeza The Wanted não seria a mesma sem ele, sem a sua voz potente, seu jeito de criança, sua carinha de Sid (Era do Gelo) e sua coleção de bonés. Agora vou finalmente apertar o play e ouvir "I Found You" sem sentir um aperto no coração, temendo não ter mais a chance de vê-lo cantar o tão marcante "I said peopleeee..." ao vivo novamente.




Mal De Amor

Cadê você que não está?
Passo o dia a te procurar
A distância não é mais problema
Mas você ainda tende a se afastar.

Será que me esqueceu?
Será que nunca pensou?
Fico aqui a sofrer
Acho que é mal de amor

Já passei por isso antes
Mas pensei que com você seria diferente
Talvez seja minha culpa
Talvez seja muito impaciente

Se me quer só como amiga
Fale logo, por favor
Vou me acostumar com você em minha vida
Vou tentar achar um novo amor.

Odeio


Odeio quando sinto esse frio na barriga a cada "bip".
Odeio o quanto quero só ouvir musiquinhas melosas.
Odeio só querer assistir filme de "amorzinho".
Odeio essa vontade louca de reler todos aqueles romances água com açúcar da minha estante.
Odeio quando lembro de você a cada musiquinha, filme ou livro romântico.
Odeio quando vejo algo que me lembra você.
Odeio quando você não fala comigo e me odeio quando vou falar com você.
Odeio sonhar com você.
Odeio quando vou dormir e acordo pensando em você.
Odeio pensar em você, ponto.
E odeio mais ainda quando percebo que na verdade não odeio nada disso.

Anna Eloyse Grant.