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Capítulo 11: Mais bruxos




- Tyler! Tyler, você está aí?! – Perguntei quase chorando.

- Lílian? – Ele respondeu ao pé da escada – O que aconteceu?

- Graças a Deus você está bem! – Disse abraçando-o.
Olhei para cima e vi Caroline. Não entendi o motivo dela estar ali até que ela desceu a escada com uma velocidade sobrenatural. Me desvencilhei do abraço de Tyler, saquei a varinha e apontei para ela.
- Caroline, o que aconteceu com você? – Perguntei com Rose e Sophie atrás de mim, também empunhando suas varinhas.
Ela me contou que tinha bebido muito noite passada e foi para a floresta onde foi seguida por uma pessoa que a agarrou e mordeu-a no pescoço, depois deu sangue a ela e desapareceu na escuridão. Ela havia encontrado um homem acampando e bebido o sangue dele pouco antes do Tyler a encontrar em suas terras. Tyler havia trazido ela para casa e estavam tentando entender o que acontecera. Resolvi contar tudo a eles, desde a existência de vampiros em Mystic Falls até a maldição do Sol e da Lua.
- Então você acha que eles hipnotizaram a Amber para me provocar só para me transformar? – Perguntou Tyler.
- Acredito que sim, eles já criaram o lobisomem e o vampiro para o sacrifício e levaram a Elena também. Acho que eles planejam fazer o ritual na próxima lua cheia. – Disse olhando para ele e para Caroline enquanto explicava. A medida que eu falava eles e as meninas ficavam cada vez mais horrorizados. – Eu preciso que vocês venham comigo. Não é seguro continuarem sozinhos, vocês são peças chaves para a quebra da maldição e eles já devem estar procurando por vocês.
- Para onde você vai nos levar? – Perguntou Caroline.
- Para a Pensão Salvatore, é o lugar mais seguro que conheço. – Assim que terminei de falar o Giordanno apareceu à porta.
- O que você está fazendo aqui? – Perguntei apontando a varinha contra ele.
- Lílian, por favor, não se meta. Eu vou levar essas aberrações e nem você nem as suas amigas vão me impedir. – Ele também empunhava sua varinha e dizendo isso, ele entrou na casa.
- Nem mais um passo! – Meu pai, que agora aparecera à porta, apontava a varinha para ele. – Ninguém aponta a varinha para a minha filha e sai ileso.
- Senhor Potter, eu não quero machucar ninguém só quero a vampira e o lobisomem e vou embora. – Ele continuava apontando a varinha para mim e me encarando com firmeza.
- Vampira e lobisomem? Lílian, o que está acontecendo aqui? – Minha mãe que estava ao lado do papai também com a varinha em punho, baixou-a e voltou-se para mim.
- Mamãe, prometo que explico tudo depois, mas agora preciso tirar esse maluco daqui. – No momento que eu disse isso, o Giordanno lançou um feitiço sobre mim e eu não consegui bloqueá-lo. Senti uma dor lacerante no peito e caí contra a parede.
Tyler agora estava entre eu e meu agressor pronto para servir de escudo, mas a Sophie foi mais rápida e jogou um feitiço contra o Giordanno que por pouco não o atingiu. Ao ver que estava em menor número ele desaparatou.
- Lílian, você está bem? – Tyler estava agora ao meu lado.
- Estou. E o Giordanno?
- Aquele covarde fugiu quando viu que era minoria. Se ele não tivesse desviado, teria acertado um feitço da petrificação bem no peito dele. – A Sophie estava vermelha de ódio. Se eu bem a conheço, o Giordanno precisava se cuidar, da próxima vez que ele aparecesse, ela não deixaria barato aquela fuga.
- Ele não tinha culpa, está hipnotizado pelo Klaus. – Disse, me levantando.
- Onde está o seu irmão, quem é Klaus e o que está acontecendo aqui? – Minha mãe parecia uma leoa enfurecida por terem atacado seu filhote.
- Vamos para a Pensão, quando chegarmos lá eu explico tudo.
Ela ia protestar, mas o papai segurou seu braço e ela assentiu.

Quando chegamos à pensão, Damon estava pior que a minha mãe. Andava de um lado pro outro, quebrando jarros e esmurrando paredes. Tentei controlá-lo, mas vendo que não adiantava, comecei a contar o que estava acontecendo para os presentes, expliquei também que o Tyler e a Caroline precisavam ficar conosco para sua proteção.
- Ah que ótimo! Agora além de abrigar um batalhão de bruxos vamos ter um lobisomem de hóspede também, era só o que me faltava – Protestou Damon.
- O que você prefere, que o Klaus pegue eles e dê um jeito de adiantar o sacrifício? – perguntei.
- Lílian, o que acontecerá com seu irmão? – Minha mãe estava à beira do choro.
- Mamãe, eu não sei. Precisamos tirá-lo do domínio do Klaus, mas eu não faço idéia de como. Ele e o Giordanno estão hipnotizados por um vampiro Original, não sei de nada que possa quebrar esse tipo de encanto.
- Precisamos de aurores e da mobilização do Ministério. Vou falar com o Kingsley. – Meu pai levantou e dirigiu-se à porta.
- Harry, e quanto ao Tiago? Não podemos deixá-lo nas mãos desse vampiro louco!
- Gina, vou pensar em algo. Precisamos proteger a casa. Vocês se encarregam disso? – Ele se dirigiu a mim e à minhas amigas, nós assentimos e ele prosseguiu. – Ótimo. Vou para Hogwarts agora, talvez o professor Dumbledore tenha alguma idéia para salvar o Tiago. – Dizendo isso ele aparatou.
Meu pai tentava se mostrar forte, mas no fundo ele estava preocupado. Assim que ele saiu, eu, Rose, Sophie e a mamãe começamos a rodear a casa pronunciando toda a sorte de feitiços de proteção. Quando terminamos o Damon parecia mais calmo, mas nada feliz com a idéia de ter um “cachorro” dentro de casa. Caroline permanecia num canto da sala observando o por do sol pela janela e o Tyler sentara-se no sofá tentando se controlar ao ouvir os insultos do Damon. Sentei ao seu lado e ele passou o braço pelo meu ombro, recostei-me em seu peito e ele sorriu.
Não sei o que estava acontecendo entre nós, mas não queria perguntar com medo de que acabasse. Mamãe e as meninas haviam subido para o meu quarto onde iam dormir e o Damon passara pela sala e ao nos ver, nos olhou com desprezo. O Stefan subira também, acompanhado de uma assustada Caroline que nem lembrava aquela garota vibrante de dias atrás.
De repente tive uma idéia. Com pesar, me desvencilhei do abraço do Tyler e saí correndo em direção a escada, Damon, ouvindo o barulho que eu fazia, desceu correndo. Era com ele mesmo que eu precisava falar.
- Damon, preciso da sua ajuda! – disse eufórica.
- Ajuda com o quê? – ele perguntou intrigado.
- Apesar de ser bruxa, não tenho experiência em lutas com vampiros, nem eu nem minhas amigas, preciso de alguém para nos ajudar a treinar.
- Treinar? Você está pensando em me usar como tiro ao alvo?
- Mais ou menos. Preciso praticar lutas, e com você seria ideal!
- Tá, e quando você quer começar?
- Agora mesmo! A gente podia ir lá pra fora, as meninas já devem estar dormindo, mas nós dois podemos ir adiantando. – peguei no braço dele e saí arrastando-o até a porta, seguidos por Tyler.
- Pronto. Agora me ataque! – disse.
- Quê? – tanto o Tyler e o Damon pareciam confusos.
- A gente só pode treinar se você me atacar! Por favor!
- Está bem – ele disse isso e mudou instantaneamente suas feições. Seu rosto agora estava com riscos vermelhos saindo de seus olhos que agora adquiriam um tom avermelhado e presas brotavam de sua boca. Seu olhar encheu-se de fúria, mas assim que ele correu em minha direção mudou para dor. Todo o seu rosto mostrava dor. Ele caiu aos meus pés com as costas da camisa banhada em sangue. Algo o havia atingido. Uma estaca. 

Um comentário:

  1. NÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO! DAMON!!!!!!! :(

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