Mal pisei no jardim dos Salvatore, saí correndo para transpor a barreira de feitiços. Quando cheguei do outro lado todos estavam lá planejando o ataque. Parece que Klaus havia pego Elena e eles não conseguiam encontrar o Stefan em lugar nenhum. Giordanno estava no canto ao lado do meu irmão, enquanto andava pensei em fingir que não sabia de nada, mas no momento em que vi seu sorriso em minha direção não pude me conter.
- Seu traidor! Eu devia matar você agora mesmo, verme! Como você pode fazer isso com ele? Você achou mesmo que eu fosse ficar com você que eu não fosse descobrir? – enquanto falava, jogava feitiços aleatórios sobre ele, que eram prontamente bloqueados.
- Lílian, do que você está falando?! – Tiago, que estava ajudando o seu amigo a bloquear meus ataques, parecia assustado com minha reação.
- O Tyler! Ele entregou o Tyler para o Klaus! – pouco depois que eu falei, ele arrancou a varinha da minha mão. – Pai, nós não podemos o deixar sair daqui. Ele fez um acordo com o Klaus de fazer o sacrifício em troca de o Tyler ser o lobo morto.
- Você tem certeza disso, Lílian? – disse meu pai.
- É verdade, tio. Eu e a Lílian estávamos em Hogwarts e vimos uma memória que esse trasgo guardou do Tyler sendo atacado e obrigado a morder o Damon. – respondeu Rose.
- Qual era a idéia, Giordanno?! Você sabia que eu não ia deixar o Damon morrer e iria querer continuar com o sacrifício e, quando eu fosse questionar o Tyler ele enlouqueceria e iria embora, não é? – indaguei, enquanto ele era preso por um feitiço lançado pelo meu irmão.
- E agora, Lílian, como você vai resolver isso? Vai deixar o sanguessuga ou o cachorrinho morrer? – perguntou ele em meio a uma risada maléfica.
- Ninguém vai morrer. Eu vou fazer o sacrifício e exigir que o Klaus libere o Tyler. Enquanto isso você vai ficar aqui, pensando como será sua vidinha em Askaban.
- E quem disse que o Klaus tem um lobo reserva? – perguntou ele cheio de segurança.
- Se ele não for tão estúpido quanto você, ele vai ter.
Giordanno começou a praguejar enquanto o Tiago o levava para o porão da casa. Me voltei para o meu pai e perguntei onde estava o Stefan.
- Não sei, procuramos ele por todos os lugares.
Achei estranho, mas estávamos sem tempo. Klaus já tinha Elena e esperava o bruxo. Segui para a floresta e caminhei por volta de meia hora até chegar à clareira. Ao chegar lá, encontrei Tyler, Elena e Stefan em um canto.
- Ora, mais quem aparece para me visitar nesta noite tão importante! – Klaus estava logo atrás, escondido na escuridão das árvores.
- Não estou aqui para visitas. – respondi – Vim realizar o sacrifício.
- Sabia que isso iria acontecer, aquele bruxinho era muito fraco mesmo. O amor é a maior fraqueza... Então quais são suas condições? – Perguntou ele, se aproximando.
- Libere o Tyler e o Stefan.
- O que a faz pensar que tenho outros para subistituí-los?
- Você não é tão estúpido quanto o bruxinho, se sabia que eu viria, sabia que essas seriam as condições.
- Não vou liberá-los. – no que eu puxei a minha varinha ele levantou as mãos – Vou deixá-los viver, mas só deixarei irem depois da conclusão do sacrifício.
- Está bem – respondi um tanto desconfiada, mas sem escolha. Parecia um acordo justo, ao menos eles não morreriam. Não agora.
- Não se preocupe, é só a garantia de que o serviço será concluído.
Dois homens muito fortes tiraram o Tyler e o Stefan e o levaram para as sombras, e logo depois trouxeram duas mulheres. Uma delas não me era estranha, a vampira. Pouco depois de olhar bem para ela, percebi de quem se tratava.
- Espere! Essa não é...
- Já chega bruxinha! Não vou perder mais tempo com você. Fiz o que você queria, agora comece logo com isso! – Klaus estava a um centímetro de mim.
Dei início ao ritual e, um por um, ele foi matando os “cordeiros” até que chegou a vez da Elena. Meu coração disparou. Tive medo que a porção não funcionasse, Damon nunca iria se perdoar se algo acontecesse à Elena enquanto ela tentava salvar sua vida. Assim que Klaus jogou seu corpo sem vida no chão, as chamas das tochas que circundavam a clareira aumentaram e ele soltou um grito estridente.
Nesse momento, um exército de bruxos circulou a clareira e foram rajadas de feitiços para todos os lados. Eu caí no chão ao lado de Elena, nunca pensei que um feitiço pudesse me deixar tão fraca. Precisava levantar e achar o Tyler. Senti uma mão em meu ombro: era Damon.
- Vá, eu cuido dela. – disse ele.
Corri o mais rápido que pude, usando todas as forças que ainda me restavam até o local onde os dois homens haviam desaparecido com os reféns. Depois de cerca de duzentos metros em meio a escuridão, tropecei no que parecia uma pedra. Olhei para baixo e percebi que havia caído em cima do Tyler. Ele tinha uma cara de sofrimento e me olhava com espanto. Ele sorriu e nesse momento o beijei. Beijei como nunca havia beijado ninguém. Era um beijo de alívio e ao mesmo tempo de desculpas. Levantei e o ajudei a se levantar, o barulho da batalha havia cessado e olhando para os lados percebi que estávamos sozinhos, não havia sinal de Stefan.
Seguimos de volta para a clareira onde Damon segurava o corpo de Elena e a fazia beber um líquido que deveria ser a Resurrectio.
- Por favor, não morra, não vou me perdoar. – ele sussurrava em seu ouvido.
Cambaleei um pouco e o Tyler prontamente me segurou, impedindo que eu caísse.
- Onde está o Klaus? – perguntei ao meu pai.
- Ele conseguiu fugir. – Tiago respondeu decepcionado.
- Droga!
- Elena! Graças a Deus! – gritou Damon – Como você está se sentindo?
Elena não respondeu nada, apenas o abraçou. Ela perguntou pelo Stefan e, na mesma hora o Damon desmaiou em seus braços. Foi aí que eu percebi que Klaus havia sumido sem deixar a cura para Damon e, aparentemente, havia levado Stefan com ele. Tínhamos voltado à estaca zero.

Adorei o capítulo! Só não gostei mais por causa do final.Coitado do Damon =/.Quando sai o próximo mesmo? hehehe
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