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Capítulo 14: Barganha

 


- Não precisa disso, eu vim em paz. – disse Katherine ao ver mais de 20 varinhas apontadas para ela – trago apenas um recado.
- Que tipo de recado? – eu disse, ainda apontando a varinha para o Giordanno que permanecia preso a mim pelo colarinho.
- Uma proposta do Klaus. – Ela respondeu agora fixando os olhos no Damon, como se quisesse avaliar o quão debilitado ele estava.
- Que proposta? – Perguntou ele.
- Está mais para uma troca. Ele está disposto a lhe dar a cura para a mordida e em troca a Elena teria que se apresentar na clareira daqui a três noites para o sacrifício.
- O quê? – Perguntou Stefan.
- Ele está blefando. Não há cura para uma mordida de lobisomem. – Rose estava com a varinha apontada para Katherine. Apesar de concordar com ela não posso negar que uma possibilidade de cura, mesmo vinda do Klaus, seria mais do que bem recebida.
- Na verdade há sim. Não sei como ele descobriu, mas ele a tem, ou melhor, sabe como conseguir. – Katherine agora tinha um sorriso malicioso nos lábios.
- Como assim? – perguntei, me interessando.
- Só o sangue de um híbrido pode curar um vampiro de um ferimento causado por lobisomem.
- Sangue de um híbrido? – Elena parecia confusa.
- Híbrido é um meio vampiro meio lobisomem. Eles ainda não existem, mas se tudo correr como ele espera, após o sacrifício Klaus será um perfeito exemplo de hibrido. Tudo que você precisa fazer é se entregar para ele e morrer feliz, assim o Damon estará a salvo. – disse ela a Elena.
- E como eu vou ter certeza de que ele vai mesmo curar o Damon? – Elena perguntou se desvencilhando do Stefan.
- Klaus pode ser sem escrúpulos às vezes, mas ele honra com a sua palavra. – Katherine respondeu agora impaciente.
- Não, Elena! Você não precisa fazer isso, nós vamos achar um jeito. E mesmo que nada funcione, eu prefiro morrer a ver você sendo sacrificada por mim. – Pela primeira vez, Damon não tinha um olhar ou sorriso sarcástico em meio a tantas pessoas.
- Até parece, Damon. Não tente fingir o que você não é! Você nem se importaria se algo acontecesse com ela, contanto que você estivesse a salvo. – Stefan dirigia-se com ódio ao seu irmão.
- Eu arrisquei minha vida por ela! Eu fui mordido por ela, fui eu quem te convenci a não fugir feito um cachorrinho assustado quando ela descobriu o que você era, fui eu quem primeiro quis protegê-la ficando aqui. Eu me arrisquei bem mais do que você que só fica feito uma princesinha sentado ao lado dela ou com essa cara de pamonha enquanto ela corre perigo! Não me venha falar agora sobre se importar com os outros, você sabe melhor do que eu que você não é um exemplo de altruísmo. - senti orgulho do Damon naquela hora. Finalmente ele tinha conseguido falar tudo que estava preso em sua garganta.
- Que lindo! Os dois brigando por uma mulher. Acho que eu já vi esse filme antes. – Disse Katherine, aplaudindo – não tenho todo o tempo do mundo. Já dei o recado, a resposta vocês podem dar daqui a três dias, basta você aparecer. – disse ela para Elena.
- Espere! Quais foram as exatas palavras dele? – perguntei a Katherine.
- Como assim? – ela perguntou sem entender.
- Basta a Elena aparecer para que ele dê a cura para o Damon?
- Bruxinha, você é realmente bobinha não é? Tentando jogo de palavras contra o Klaus. Ele é bem mais esperto que você. A Elena precisa morrer, Damon só terá a cura caso o sacrifício ocorra, o que exige a morte dela.
- Tudo bem, já entendi. – Disse tentando disfarçar um sorriso.
Depois que Katherine saiu, todos ficaram estáticos. Sophie guardou sua varinha e veio em minha direção.
- Lílian, o que foi todo aquele interrogatório?
- Uma idéia que passou pela minha cabeça.
- Que tipo de idéia? – perguntou Tyler, agora ao meu lado.
- Não, não e não! Isso seria muito perigoso e pode nem dar certo! – Tiago havia seguido meu raciocínio.
- Mas é uma saída! Você tem que admitir que é bem melhor do que partir do nada para encontrar uma cura pra mordida.
- Do que vocês estão falando – meu pai tentava entender onde queríamos chegar.
- Prometa que não vai ficar bravo e que vai escutar tudo. – disse me dirigindo a ele.
- Ok. – ele estava realmente curioso.
- Nós crescemos ouvindo o senhor falar do professor Dumbledore e de como ele era importante para o senhor. Eu e o Tiago perguntamos a todos os professores se havia algum feitiço que pudesse trazer os mortos de volta, mas nenhum dele tinha idéia de algo tão poderoso, a professora McGonagall até quis nos aplicar detenção pelo simples fato de perguntarmos. Já que ninguém parecia saber, decidi recorrer aos livros. Uma noite, usamos sua capa da invisibilidade e invadimos a Seção Restrita da biblioteca. Encontramos esse livro Druida que falava da ressurreição. O feitiço era bastante complicado e exigia um poder muito grande, segundo o livro, era necessária uma grande quantidade de bruxos para trazer alguém de volta à vida.
- E o que é preciso para fazer isso? – perguntou Rose.
- Essa é a parte mais complicada. O livro contava a história de uma criança que tinha sido trazida de volta ligando a sua vida a da mãe. Pelo que dizia lá, era necessário ser parente para que funcionasse por isso nós não tentamos com o professor Dumbledore, ele não tem mais nenhum parente vivo.
- Vocês ainda lembram do feitiço? – perguntou Bonnie.
- Não, mas se nós tivéssemos o livro poderíamos fazê-lo. Acho que temos bruxos suficientes aqui e seria uma boa opção de mantermos tanto o Damon quanto a Elena vivos.
- Vou tentar falar com a professora McGonagall para ter acesso à Seção Restrita. Tiago, você lembra qual é o livro? – perguntou o senhor Potter.
- Se eu vir, posso dizer qual é.
- Ótimo, então você vem comigo para Hogwarts agora mesmo. O resto de você fica cuidando da segurança da casa. – disse ele, dirigindo-se aos aurores presentes.
Depois que meu pai saiu e que todos da sala se dispersaram, o senhor Gilbert veio falar comigo.
- Lílian, só queria ter certeza de que eu entendi direito. Quando você disse que as vidas precisam estar conectadas você quis dizer que alguém precisa morrer para que a Elena continue viva?
- Eu não tenho certeza. – não havia pensado naquele termo “conectar”.
- Só quero que você saiba que, caso seja esse o significado, eu estou pronto para morrer no lugar dela e peço que você não comente nada com ninguém, não quero que a Elena fique sabendo.
Antes que eu pudesse responder, ele já se afastara me deixando atordoada com o que me dissera.

2 comentários:

  1. DAMON, SEU PERFEITO! Eu ri e quase chorei com este capítulo *--* AAAAAAAAAA, TÃO LINDO!!!!!

    Anninha, realmente é um dos melhores que vc já escreveu! Não, espere, é o melhor!

    CONTINUAAAAAA, please :D

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  2. AMEI ESSE CAPÍTULO!!
    Damon como sempre muito perfeito!
    Continue assim, vc é um das melhores, e com certeza não é pq eu sou sua irmã!!
    ~XOXO

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