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Capítulo 13: Lobo sem lua



Pela manhã, acordei e meu pai já estava em Mystic Falls. Trouxera com ele cerca de 20 aurores. Já estava tudo combinado, iríamos atacar o esconderijo de Klaus ao anoitecer.
Por volta das cinco da tarde estava pronta para o ataque, conversando com Tyler, quando minha mãe veio nos oferecer um chocolate quente. Achei estranho o gesto dela em meio àquela correria que se instalara na pensão que mais parecia um quartel general, mas mesmo assim aceitei. Comecei a ficar sonolenta e subi para jogar um pouco de água no rosto. Cheguei ao pé da escada e pronto. Isso é tudo que eu lembro.


Fui despertada pelos raios de sol que entravam por entre as brechas da cortina do meu quarto, levantei-me assustada e desci correndo as escadas, quando cheguei ao último degrau pude ouvir o burburinho de conversas espaçadas que vinha da sala. Tyler vinha logo atrás de mim e parecia tão atordoado quanto eu. Quando entramos na sala as conversas cessaram quase que imediatamente. Meu pai seguiu para perto de mim e assim que ele o fez pude ver que Elena estava sentada atrás dele na poltrona que normalmente era ocupada por Damon. Ela parecia atordoada, mas bem; segurava a mão de Stefan que se mostrava protetor sentado ao seu lado no braço da cadeira.
- Pai, eu não posso acreditar que o senhor fez isso! – Disse ultrajada.
- Lílian, por favor, deixe-me explicar – ele disse tentando se aproximar.
- Não tem nada que explicar! O senhor me deixou aqui depois de tudo que eu fiz, depois de todos os planos que eu bolei para resgatar a Elena! – lembrei imediatamente do chocolate servido pela minha mãe na noite anterior – A senhora me dopou? E ao Tyler também! -  Dirigia-me agora a ela.
- Minha filha, foi para o seu bem. Você ainda é muito nova para enfrentar certos perigos.
- Rose e Sophie têm a mesma idade que eu e eu não estou percebendo-as nem um pouco confusas. – olhei para elas com raiva. Não acredito que elas me deixaram de fora.
- Nós não tivemos culpa, só contaram o que tinha acontecido depois que você havia dormido. – a voz de Rose soava como um sincero pedido de desculpas.
- E porque vocês puderam ir e eu não? – nesse momento me senti uma criança e fiquei com mais raiva ainda.
- Rose e Sophie estão recebendo treinamento de auror, tem mais habilidade para lidar com certas situações. – minha mãe parecia aflita com a minha insistência.
- É mas eles bem que tentaram nos deixar de fora, se não fosse a Sophie ter desconfiado do chocolate e não ter me deixado tomar, estaríamos na mesma situação que você agora. – Rose continuava com seu tom de desculpas.
Quando ela se aproximou mais de mim, pude ver duas pessoas escondidas em meio a tantos aurores que ocupavam a sala. Apesar de toda a raiva que estava sentindo por terem me deixado de lado, não pude conter o sorriso quando vi o seu rosto. Corri ao seu encontro e abracei-o. Mesmo com todas nossas diferenças, eu amava meu irmão a cima de tudo e não podia negar a alegria que me dava vê-lo novamente ao meu lado.
Depois de ter me acalmado, continuamos nossa comemoração. Sophie e Rose seguiam encenando cada luta que tiveram com os vampiros e se gabando por terem se saído tão bem em seu primeiro combate com tais criaturas. Todos na sala conversavam em grupos e de vez em quando se voltavam para ver o show que elas davam perto da lareira. Olhei em volta e senti falta de uma pessoa em especial, pedi licença para os presentes e me retirei para a cozinha percebendo os olhares de Tyler e de Giordanno, agora de volta, me seguirem. Ao entrar no cômodo, encontrei-o com um copo de Whisky em sua mão direita e a esquerda apoiada na mesa. Damon parecia preocupado com algo, e pela sua cara era grave.
- Porque você não está comemorando com os outros na sala? – perguntei.
- Tenho certeza que não faço falta, ela está muito bem com ele. Tudo está como deveria ser. – Disse ele, referindo-se a Elena e Stefan.
- Eu senti sua falta e quanto ao tudo está como deveria ser, acho que você não tem razão. Ainda há uma esperança.
- Esperança é uma das muitas coisas que não existe mais. – Disse ele tomando um gole da bebida.
- Claro que há, Damon. Você arriscou tudo para salvá-la, ela vai perceber isso. – Respondi me aproximando. – Você só precisa dar tempo a ela.
- Tempo é o que eu não tenho. – ele me olhou com rancor.
- Do que você está falando?
- Eu estou falando disso. – ele levantou a manga da camisa e pude ver uma marca de dentes rodeada por uma mancha roxa.
- Isso é o que eu estou pensando? – Perguntei assustada.
- Se você está pensando em uma mordida de lobisomem, acertou em cheio. – Respondeu ele sarcástico.
Nesse momento, o professor Alaric entrou na cozinha e antes que Damon pudesse esconder, ele já notara a marca em seu braço.
- Mordida de lobisomem? Isso é impossível, a lua cheia é só daqui a três dias! – ele disse atrás de mim.
- Na verdade, não é tão impossível assim – saí correndo para a sala seguida por Damon que gritava para que eu não dissesse nada.
Cheguei perto de onde estavam meu irmão e Giordanno, eles conversavam com Rose, Sophie, Elena, Stefan, Caroline, Tyler, Bonnie e Jeremy, irmão de Elena. Entrei no círculo que eles haviam formado e me voltei de frente para eles, interrompendo o assunto.
- Qual dos dois fez a porção de Acônito? – Gritei tão alto que toda a sala ficou em silêncio e olhou para nós. Os dois pareciam não entender o que eu estava falando, mas percebi uma olhada de relance do Giordanno para o Damon.
- Foi você, não foi? Ele te mandou fazer isso? Ele tem um lobisomem reserva não é? O que ele está planejando fazer, nos pressionar a fazer o que ele quer matando o Damon? – segurei pelo seu colarinho e apontei a varinha para ele pronta para disparar toda a sorte de feitiços que eu conhecia, até mesmo uma maldição imperdoável se fosse preciso.
- Lílian, pelo amor de Deus, se acalme minha filha! – minha mãe se levantou nervosa.
- O que aconteceu agora? – meu pai perguntou.
- Aconteceu que esse filho da mãe fez uma porção do Acônito para o Klaus que deu a um lobisomem ontem a noite para que ele se transformasse e mordesse o Damon! E agora o Damon está entre a vida e a morte! – continuei com a varinha apontada para o Giordanno.
- Na verdade, eu não corro risco, eu vou morrer, Lílian. Não existe cura para uma mordida de lobisomem.
- Não, Damon! Tem que haver um jeito! Você não pode morrer. – ouvir aquilo deu um aperto no coração e eu não pude controlar as lágrimas. – Se o Damon morrer, seu verme, eu juro que mato você! – Disse olhando bem nos olhos do Giordanno.
- Lílian, pare já com isso! Você não vai matar ninguém. Se o Giordanno fez mesmo isso, ele não tem culpa, estava hipnotizado pelo Klaus. Nós precisamos conseguir a cura para o Damon. – Meu pai agora falava não como pai, mas como Harry Potter, o homem que no passado salvara o mundo bruxo e que agora era chefe da sessão de aurores no Ministério da Magia.
Assim que ele terminou de falar, a porta da sala se abriu e Katherine entrou. Trazia um recado de Klaus.

Um comentário:

  1. Anna, bem que vc disse que eu ia me identificar com a Lílian nesse capítulo! Nossa, ela simplesmente fez tudo o que eu faria numa situação dessas.

    Ai, meu pobre Damon! :'( Ele não pode morrer!!! Como diria a Elena, em "O Retorno: Meia-Noite": "não havia mundo se não houvesse Damon"...

    Mas eu sei que ele não vai morrer! AAAAAA, e que Delena fique junto logo *--*

    CONTINUA!!!!!!

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