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The Wanted: Nathan is BACK!



Sempre quis escrever aqui no blog algo que fosse além dos meus textos e das fics, mas ficava sempre adiando. Hoje tenho mais do que um bom motivo para falar dessa banda que é a minha paixão mais avassaladora: The Wanted.
Formada por cinco caras lindos, loucos e gostosos, a The Wanted é uma boy band inglesa que conquistou seu país de origem, inicialmente, com o seu primeiro single "All Time Low" e conquistou o mundo com o hit "Glad You Came", figurinha carimbada nas festas.
No início deste ano, durante as gravações do seu reality show "The Wanted Life" e a produção do novo álbum, Max, Tom, Siva e Jay tomaram o maior susto quando o caçula da banda, Nathan (o Baby Nath) começou a sentir dificuldades em relação à sua voz e foi diagnosticado com um nódulo nas cordas vocais tendo que se submeter a uma cirurgia que poderia o impossibilitar de voltar aos palcos.
As Prisoners (como são conhecidas as fãs da banda) ficaram, assim como os garotos e o próprio Nath, muito apreensivas com a notícia e mandavam constantemente mensagens de apoio ao cantor e seus companheiros, mas algumas pessoas idiotas (sempre tem dessas) não acreditavam na total recuperação do amado Nath.





Hoje, depois de passar mais de dois meses afastado dos compromissos da banda e contra todas as expectativas dos "haters", Nathan voltou aos palcos em apresentação no Summertime Ball da rádio Capital FM na Inglaterra. Voltou, provando que não importa as dificuldades que enfrentamos na vida, podemos sim levantar mais uma vez e prosseguir. Vendo as fotos dele reunido com os demais integrantes da banda não pude deixar de chorar e me emocionar. 
Nathan sempre foi o meu preferido (que os outros não me escutem rsrsrs), e com certeza The Wanted não seria a mesma sem ele, sem a sua voz potente, seu jeito de criança, sua carinha de Sid (Era do Gelo) e sua coleção de bonés. Agora vou finalmente apertar o play e ouvir "I Found You" sem sentir um aperto no coração, temendo não ter mais a chance de vê-lo cantar o tão marcante "I said peopleeee..." ao vivo novamente.




Mal De Amor

Cadê você que não está?
Passo o dia a te procurar
A distância não é mais problema
Mas você ainda tende a se afastar.

Será que me esqueceu?
Será que nunca pensou?
Fico aqui a sofrer
Acho que é mal de amor

Já passei por isso antes
Mas pensei que com você seria diferente
Talvez seja minha culpa
Talvez seja muito impaciente

Se me quer só como amiga
Fale logo, por favor
Vou me acostumar com você em minha vida
Vou tentar achar um novo amor.

Odeio


Odeio quando sinto esse frio na barriga a cada "bip".
Odeio o quanto quero só ouvir musiquinhas melosas.
Odeio só querer assistir filme de "amorzinho".
Odeio essa vontade louca de reler todos aqueles romances água com açúcar da minha estante.
Odeio quando lembro de você a cada musiquinha, filme ou livro romântico.
Odeio quando vejo algo que me lembra você.
Odeio quando você não fala comigo e me odeio quando vou falar com você.
Odeio sonhar com você.
Odeio quando vou dormir e acordo pensando em você.
Odeio pensar em você, ponto.
E odeio mais ainda quando percebo que na verdade não odeio nada disso.

Anna Eloyse Grant.

Maturidade

Dizem que as coisas acontecem na sua vida quando você está preparada para que elas aconteçam... Talvez isso seja verdade. Eu tentei por inúmeras vezes te esquecer, partir pra outra e até consegui, confesso, por um curto espaço de tempo. Percebi que não daria certo entre a gente e agora sei o motivo. Eu era muito infantil e carente. Precisava de você de um jeito que você não poderia ser, não é da sua natureza, e agora sei, ser atencioso e constantemente presente como eu queria. Você não é carinhoso e cheio de dedos para tratar com os outros, do contrário, é reservado e raramente se dispõe a manifestar seus desejos e seus pensamentos. Eu queria e precisava de alguém que pudesse fazer isso; queria um romance de conto de fadas e você nunca foi um príncipe. Agora eu sei o que estava me faltando naquela época, era maturidade.
Acho que eu consegui adquirir durante esse tempo que não pensei em você, que desviei minhas atenções para mim, que cuidei de mim, como todos diziam que eu deveria fazer. Mesmo machucando saber que não pude te ter, suportei e superei, pelo menos nos últimos meses. Me mantive distante, evitando qualquer tipo de contato até que foi inevitável.
Conversar com você agora e até mesmo te olhar já não é mais tão difícil. Deixou de ser uma razão para expectativas e coração disparado para se tornar um ato normal. Mas mesmo assim, mesmo não ficando mais tão nervosa em sua presença, eu sei que aquele sentimento de tempos atrás ainda não morreu, eu só aprendi a lidar com ele de forma adulta, de forma madura.

Amor de verão

A brisa do mar no verão trouxe mais do que paz ao meu coração. Quando o que menos esperava fosse encontrar uma paixão, você surgiu. Me tirou o foco, a determinação. Jogou meus planos pelo ralo e nem se preocupou em me perguntar se podia. Ao simples olhar, me roubou a respiração e tudo o mais que tinha naquele momento. Queria seguir, mas os laços que nos prendiam eram mais fortes e poderosos do que meu desejo de continuar na caminhada. Você me tirou o chão, me roubou a linha, me frustrou os pensamentos. E agora me deixou. Sem rumo, sem forças. Sigo na esperança de um dia te encontrar novamente e em seus negros olhos ver que tudo isso não foi em vão. Que o que eu senti, você sentiu. Voltar aqui dói, mas é preciso. Olhar essa paisagem e não te ter ao meu lado é insuportável. Fizemos promessas, rasgamos convenções, sonhamos com um futuro só para nós, feito à mão. Mas no fim, chegou o outono e percebemos que tudo aquilo foi puro amor de verão.

Vai Passar

Tá tudo bagunçado. Roupas pelo chão, sapatos sobre a cama, janelas abertas e o som do vento a sacudir a cortina. Tá tudo bagunçado. A porta está aberta, mas ninguém quer entrar, as vozes que um dia me diziam que tudo ficaria bem se calaram. O som dos pássaros ecoa em seu lugar. Queria poder dizer que está tudo bem, que depois de tanta pancada, decepções já não me afetam mais. Estaria mentindo. O coração dói a cada pulsar por lembar como era ao te encontrar. Paredes me prendem como em um cárcere eterno onde tudo que vejo se perde na memória do seu olhar. Cansei de chorar feridas que não saram, pois a cada nova cura tem alguém a espreita para perturbá-la. Tá tudo bagunçado e está doendo, mas não vou dizer que vai passar. Isso só o tempo dirá.

House of Wolves


Capítulo 9



O telefone estava tocando sem parar em cima da cama. O rapaz alto de corpo bronzeado saiu do banheiro com a toalha enrolada na cintura para atender. “Alô?” disse ele com a voz grossa. “Rudolph, onde você estava? Fiquei preocupado por não ter atendido logo.” “Mestre, é o senhor?” “Sim, Rudolph, sou eu. Acabo de saber sobre os acontecimentos aí e não estou nada feliz.” “Senhor, eu estou fazendo o que posso.” “Não me parece o suficiente. Espero que você não falhe comigo.” O homem do outro lado da linha parecia enfurecido. “Mestre, a garota é difícil, não consigo me aproximar mais para dar continuidade ao plano.” Rudolph estava nervoso. Ele aparentava respeitar muito o Mestre. “De qualquer forma estou indo para Beacon Hills. Devo chegar amanhã ou depois. Sinto que as dificuldades vão aumentar e talvez você não consiga lidar com elas sozinho. Só espero que até lá você não faça nenhuma besteira!” “Não se preocupe mestre, vou manter o plano até que o senhor chegue.”
Antes que o Rudolph pudesse dizer alguma coisa, o Mestre já havia desligado.

Já havia perdido a noção do tempo que passara trancada em meu quarto. Ao ver o meu pai, ali, parado na minha frente, não senti nada além de surpresa. Sei que ele é o meu pai, que eu deveria ter ficado feliz em vê-lo, mas ele não significava nada pra mim. Fugira na primeira adversidade por que passei e, tirando o dinheiro que mandava todo mês, não me mandou notícias desde então.
O Guilherme estava claramente furioso com a chegada do meu pai e continuou a discutir com ele até que o Bruno chegou e acalmou os ânimos. Me despedi do Derek e subi para o meu quarto; apesar de ter muitas perguntas a fazer à nossa visita inesperada, não estava a fim de fazê-las agora. Depois de olhar o relógio e constatar que já eram quase oito da noite, tomei um banho rápido e desci para comer algo.
O Guilherme tinha saído para o plantão e o Bruno conversava na mesa da cozinha com o meu pai. “Annie, você mal falou com o seu pai.” O Bruno mudou de assunto assim que me viu. Olhei para o meu pai com indiferença e o cumprimentei: “Olá, Ethan. Como vai?” Ele me olhava encantado, como se eu fosse algum tipo de criatura de outro mundo. “Annie, senti tanto a sua falta!” Ele se levantou e veio em minha direção para me abraçar, mas eu me esquivei. “Não foi o que pareceu. Você passou quatro anos para vir me ver, acho que não fiz tanta falta assim.”
Ele imediatamente tirou o sorriso do rosto e colocou um olhar triste. “Porque demorou tanto? Porque vir só agora?” “É complicado, mas eu prometo que vou lhe explicar tudo se você me der uma chance.” Não respondi, me detive a olhá-lo com indiferença e seguir em direção à geladeira.
Me abaixei para pegar o pote de geléia e senti um aperto em meu braço. Por instinto, levantei e me desvencilhei do meu pai que me segurava com força e tinha o olhar fixo em meu pescoço. “O que é isso? Onde você conseguiu?” ele perguntou, rodando na mão o pingente do meu colar. “Achei em um diário que a mamãe deixou pra mim... ei!” Antes que eu pudesse impedir ele já o havia arrancado  e segurava próximo ao rosto. “Quem você pensa que é para invadir a minha casa e quebrar o colar que era da minha mãe?” A fúria em mim era tanta que o Bruno, percebendo que eu não ia me controlar sozinha, me segurou para que eu não avançasse no Ethan.
“Isso não é da sua mãe. Não pode ser! Desde quando você está usando esse colar, Annie?” Ele correu para uma pequena maleta de madeira revestida em couro que estava ao seu lado na mesa e começou a procurar algo entre frascos que haviam lá dentro. “Encontrei ontem à noite no diário daminha mã que o Bruno me deu. Estou com ele desde então. Pra que você quer saber?” Eu estava preocupada agora, se o colar não era da minha mãe, então de quem seria? Ethan não respondeu a minha pergunta e, ao invés disso, passou a folhear um grande livro de aspecto desgastado e capa dura que estava em sua mala.
“O que você está fazendo?” Ele continuou a me ignorar e colocou o colar em um frasco com o que pareceu ser uma folha e algumas gotas de uma solução que ele havia posto. Abriu o livro e agora começou a falar o que parecia um encantamento. “Ei, será que você pode me explicar o que está acontecendo aqui?” Eu estava a ponto de quebrar tudo se ele não me desse atenção. “Annie, espere. Deixe seu pai terminar.” O Bruno veio em defesa dele e segurou meu braço mais uma vez. “terminar o quê?” No momento que eu terminei de falar, uma chama preta irrompeu de dentro do frasco onde estava o meu colar e o transformou em pó.
Nem mesmo o aperto forte que o Bruno deu em meu braço conseguiu me segurar naquele momento. Pulei em cima do meu pai o derrubando no chão. Meus olhos estavam verdes e como de lobos e a fúria que subia em mim era impossível de controlar. Estava a ponto de morder seu pescoço quando a campainha da casa tocou e me trouxe de volta à realidade, respirei fundo e consegui me controlar. Rudolph estava à porta e viera para estudar comigo, já tinha até me esquecido que marcara com ele. Apesar de querer muito ficar perto dele, disse que estava muito cansada e o despachei; tinha assuntos mais importantes para tratar neste momento.
“Agora o senhor vai me explicar o que aconteceu aqui.” Eu me voltei para Ethan na hora que a porta da frente se fechou. “Annie, não há tempo. Você precisa sair daqui. Agora!” Já não estava entendendo mais nada. “Sair? Da minha casa?” “Annie, você leu o diário da sua mãe, não foi?” fiz um movimento afirmativo com a cabeça e ele virou imediatamente para o Bruno “Como você conseguiu o diário?”. Meu protetor parecia atordoado com tudo que havia acontecido ali “Caroline me enviou poucos dias antes de morrer”, respondeu Bruno. Ethan começou a praguejar “Havia alguma carta junto com o caderno?” “sim, dizia que eu deveria entregar à Annie quando ela soubesse de toda a verdade, assim ela iria entender e perdoar a mãe.” Depois que o Bruno respondeu, Ethan voltou-se novamente para mim.
“A pessoa de quem ela fala no diário, o cara que nos perseguiu por anos e que provavelmente enviou o diário para o Bruno, foi ele quem fez esse colar. O que eu acabo de destruir é uma espécie de localizador. Ele procura por você há anos e agora que você usou o colar, já sabe onde você está, precisamos te tirar daqui.” “Eu não vou largar tudo por causa de um louco! Li o diário e vi o quanto minha mãe sofria ao viver fugindo, não quero ter o mesmo destino. Não vou jogar tudo pro alto, faculdade, amigos, por que um idiota está atrás de mim.” “Filha, eu entendo o seu sentimento, mas ele é perigoso. Eu e sua mãe não fugíamos dele porque achávamos legal.”
Ele só podia estar brincando, né? Eu não iria mesmo sair pelo mundo fugindo com um cara que se diz meu pai, mas que na primeira oportunidade que teve me deixou sozinha quando mais precisava de apoio. Rebati todos os argumentos dele e, pouco depois do início da nossa conversa, o Guilherme chegou e ajudou a mim e ao Bruno (que também era contra a idéia de fugir) a fazer meu pai desistir dessa loucura.
O Derek veio mais tarde para saber se estava tudo bem e eu contei a ele tudo que havia acontecido, ele então teve uma das idéias mais absurdas que eu já vi: me convidou para morar com ele.